Economia Circular

Mês do Meio Ambiente: como a logística reversa ajuda no combate às mudanças climáticas

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Recuperação de materiais, reciclagem e economia circular ajudam a reduzir emissões, preservar recursos naturais e fortalecer práticas sustentáveis.

No último dia 5 de junho, foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, com o tema “Agora é pelo clima” em 2026. A data, marca o Mês do Meio Ambiente, reforça que as mudanças climáticas já se tornaram uma realidade que afeta cidades, ecossistemas e populações.

Nesse cenário, cresce também a importância de discutir o papel da logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias na redução de impactos ambientais e na recuperação de recursos naturais. Mas como a reciclagem desses materiais pode contribuir, na prática, para amenizar o cenário das mudanças climáticas?

Como a logística reversa e a reciclagem de eletroeletrônicos, pilhas e baterias economiza energia e reduz emissões

Um dos dados mais relevantes sobre sustentabilidade e mudanças climáticas diz respeito à emissão de gases de efeito estufa (GEE), e a extração e o processamento de recursos minerais e metálicos têm peso significativo nesse cenário.

Segundo o Global Mining & Metals GHG Emissions Dataset, publicado em março de 2026, mineração e metalurgia responderam juntas por cerca de 11% das emissões globais de GEE em 2024, sendo 3% provenientes das atividades de mineração e 8% da produção de metais.

O dado reforça que a agenda climática também passa pela forma como produzimos, utilizamos e recuperamos recursos. Nesse contexto, a logística reversa e a reciclagem ganham importância, ao contribuírem para reduzir a pressão sobre novas extrações de metais como alumínio e cobre, ajudando a diminuir emissões de GEE.

Segundo o International Aluminium Institute, por exemplo, a reciclagem de alumínio, um dos metais mais utilizados na indústria e presente em diferentes equipamentos eletroeletrônicos, pode reduzir em até 96,6% as emissões globais de GEE associadas ao material. Além disso, economiza até 95% da energia utilizada na produção primária.

Os impactos positivos da reciclagem também aparecem nos dados do Global E-Waste Monitor 2024. De acordo com o relatório, a produção de matéria-prima secundária a partir da reciclagem de resíduos eletrônicos evitou que cerca de 900 milhões de toneladas de minério fossem extraídas da natureza e impediu a emissão de aproximadamente 52 milhões de toneladas equivalentes de CO₂.

Como funciona a logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias no Brasil

Como essa transformação acontece na prática? É nesse momento que a logística reversa assume um papel central. Hoje, o sistema coletivo de logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias operacionalizado pela Green Eletron conta com mais de 11 mil pontos de coleta distribuídos em cerca de 1,3 mil municípios e acontece nas seguintes etapas:

  1. O consumidor descarta eletroeletrônicos, pilhas e baterias sem uso em Pontos de Entrega Voluntária (PEVs).
  2. Os resíduos seguem para plantas de manufatura reversa, onde passam por triagem e separação por tipo e material.
  3. Os equipamentos são descaracterizados, ou seja, são desmontados e têm seus componentes separados.
  4. Metais, plásticos, vidro e outros materiais seguem para recicladoras especializadas.
  5. Os materiais recuperados retornam à indústria como novos recursos.

Esse modelo, baseado na recuperação e reutilização de materiais, faz parte da economia circular. Como os recursos retornam ao ciclo produtivo, reduz-se a necessidade de exploração de novas matérias-primas.

Práticas de economia circular também vêm ganhando espaço na indústria brasileira. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP, 85% das indústrias brasileiras de transformação e construção já adotam ao menos uma prática circular. Além disso, 68% dos empresários reconhecem que essas iniciativas ajudam a reduzir emissões de GEE.

Onde descartar eletroeletrônicos, pilhas e baterias corretamente

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente reforça que a resposta às mudanças climáticas também passa por ações do dia a dia. Uma forma simples de contribuir é verificar quantos eletroeletrônicos, pilhas e baterias sem uso estão guardados em armários e gavetas e encaminhá-los para o descarte correto.

Na Green Eletron, é possível localizar pontos de coleta para pilhas, baterias e equipamentos eletroeletrônicos nas cinco regiões do país.

Ao realizar o descarte correto, o consumidor ajuda a reduzir os riscos de contaminação do solo e da água, contribui para a recuperação de materiais importantes para a indústria e ajuda no combate ao aquecimento global.

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Imagem de capa: Green Eletron | Gerada por IA.