Vozes da Sustentabilidade
Thiago Siqueira, da Schneider Electric, aponta logística reversa como pilar estratégico para empresas que atuam em escala no Brasil
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HSE Senior Specialist na Schneider Electric, Thiago Siqueira acumula 15 anos de atuação na área de HSE (Health, Safety and Environment).
Sua trajetória passa por grandes grupos nacionais e multinacionais. Atualmente na Schneider Electric, referência em gestão de energia, automação e sustentabilidade, Thiago é responsável pela certificação e manutenção do sistema ISO 14001 na unidade-sede, atua como auditor interno do Sistema de Gestão Integrado e lidera as ações de sustentabilidade e meio ambiente na divisão de Processos de Automação. É também responsável pela gestão de licenças de HSE em nível Brasil.
Com essa trajetória construída em ambientes industriais de alta complexidade regulatória, Thiago compartilha sua visão sobre logística reversa, economia circular e o papel estratégico do profissional de ESG (Environmental, Social, and Governance) nessa cadeia.
1. Você poderia nos contar um pouco sobre sua trajetória profissional? Qual foi o caminho percorrido até o seu cargo atual e de que forma ele se conecta com sustentabilidade?
Estou na área de HSE há 15 anos. Iniciei no Grupo Andrade Gutierrez em 2011, onde realizei os primeiros trabalhos de sustentabilidade, principalmente a manutenção da norma ISO 14001.
Passei por multinacionais do ramo farmacêutico, como o grupo americano Abbott Laboratories e o grupo Eurofarma, e hoje, na Schneider Electric, tenho bastante conexão com ações de sustentabilidade e meio ambiente.
2. Como a sua empresa interpreta a legislação de logística reversa no Brasil? Quais são os principais desafios e oportunidades para o negócio nesse contexto?
Para a Schneider Electric, a logística reversa é um pilar fundamental de meio ambiente.
É um pilar desafiador principalmente no Brasil, dada a grande extensão territorial do país, mas sua importância é estratégica e legal: reduz o impacto ambiental, promove a economia circular e atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
3. Como a parceria com a Green Eletron tem contribuído para que a sua empresa fortaleça sua governança ambiental e atenda às exigências regulatórias para o descarte correto de seus produtos?
A Green Eletron é uma parceira de extrema relevância, tanto para o cumprimento da legislação quanto como parceira de conscientização e disseminação da sustentabilidade.
4. Para quem deseja ingressar nesta área com foco em sustentabilidade, quais habilidades e conhecimentos você considera essenciais?
Para quem quer ingressar na área de sustentabilidade com foco em ESG, é importante desenvolver uma combinação de conhecimentos técnicos, visão estratégica e habilidades de gestão.
O mercado tem buscado profissionais capazes não apenas de compreender os desafios socioambientais, mas também de traduzi-los em ações concretas que gerem valor para as organizações.
5. A logística reversa e, por meio dela, a possibilidade de reintroduzir materiais na cadeia produtiva, é apontada como uma das frentes mais promissoras para reduzir a dependência de recursos naturais de extração primária e as emissões de poluentes associadas a esse processo. Na sua visão, como esse potencial pode ser mais bem explorado nas estratégias de sustentabilidade das empresas? Qual o papel do profissional de ESG para tornar essa cadeia mais eficiente, rastreável e transparente?
Algumas formas de as empresas explorarem melhor esse potencial são as seguintes:
- Incorporar a circularidade ao modelo de negócio, planejando produtos mais fáceis de desmontar, reparar, reutilizar e reciclar.
- Estabelecer metas de conteúdo reciclado nos produtos, criando demanda para os materiais recuperados pela própria cadeia reversa.
- Desenvolver parcerias com cooperativas, recicladores e operadores logísticos, ampliando a capacidade de coleta e processamento dos resíduos.
- Utilizar tecnologia para rastreamento dos materiais, permitindo acompanhar o fluxo desde o descarte até a reinserção na cadeia produtiva.
- Mensurar e reportar os benefícios ambientais, como redução de emissões de carbono, economia de água e diminuição da extração de recursos naturais.
Nesse contexto, o profissional de ESG desempenha hoje um papel cada vez mais estratégico. A atuação vai além da elaboração de relatórios e indicadores, envolvendo a integração entre sustentabilidade, operações e governança.


