Circuito Green

Outubro na Green: 10 anos de parcerias e resultados

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Em 22 de outubro, celebramos os 10 anos da Green Eletron na segunda edição do Conexão Green. Reunimos empresas associadas, operadores, parceiros e especialistas no SENAI Ipiranga, em São Paulo, para discutir como ampliar a participação da população na logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias e promover a economia circular. 

Um dos destaques veio do resultado da terceira edição da campanha Eletrônico Não é Lixo, promovida em parceria com o SENAI-SP. Pela primeira vez, a ação mobilizou todas as 85 escolas do SENAI no estado de São Paulo. Juntas, elas arrecadaram 52 toneladas de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis em desuso, o maior volume das três edições da campanha.  

Política Nacional de Resíduos Sólidos, Dia Internacional do Lixo Eletrônico, data centers, IA e até o celular na gaveta completam o conjunto dos temas trabalhados no mês! 

🤝 Logística reversa e Conexão 

Na segunda edição do Conexão Green, reunimos empresas associadas, operadores de manufatura reversa, parceiros e especialistas, e foi um sucesso! 

A campanha Eletrônico Não é Lixo com o SENAI-SP, por exemplo, deu uma dimensão concreta ao debate sobre educação ambiental. 

Durante o encontro, houve o reconhecimento das três escolas que mais recolheram resíduos: a Escola SENAI Antônio Devisate, de São José do Rio Preto, liderou a arrecadação, com 3.860 kg. Na sequência vieram as escolas de Araçatuba, com 3.722 kg, e de Cubatão, com 3.380 kg.

Como ampliar essa participação para além das campanhas? Na mesa-redonda mediada por Ademir Brescansin, gerente-executivo da Green Eletron, Larissa Malta, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Rodrigo Silva, do SENAI-SP, discutiram a formação de profissionais do setor e o papel das políticas públicas na adoção de práticas circulares.  

Representantes das empresas associadas também compartilharam experiências dessa primeira década de atuação.  

👉 Veja como foi o Conexão Green em detalhes 

📋 PNRS em detalhes: quem deve fazer logística reversa? 

Ilustração mostra o ciclo de eletroeletrônicos, pilhas e baterias entre fabricação, transporte, distribuição e comércio, com setas verdes representando as etapas da cadeia e da logística reversa.
Imagem: Green Eletron (gerada por IA).

Quando uma empresa vende com marca própria um eletroeletrônico fabricado por terceiros, qual é sua responsabilidade pela logística reversa? Essa é uma das questões que abordamos na série PNRS em detalhes, publicada em outubro. Na primeira matéria, explicamos como o tipo de produto, seu uso e a atividade exercida pela empresa definem as obrigações de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. 

Já a segunda parte aborda o que deve ser feito para se adequar à legislação e demonstrar os resultados alcançados, desde a coleta até a destinação final. A matéria explica que é preciso relacionar as quantidades coletadas aos documentos fiscais, aos registros de transporte e às informações dos operadores e são esses registros que sustentam os resultados. 

Nas redes 

Sobre um fundo azul, fios de cobre ligam um celular usado a um servidor por meio de um símbolo de reciclagem em neon verde. No servidor, pontos luminosos ao redor de um chip sugerem uma rede neural.
Imagem: Green Eletron (gerada por IA).

📱 O que faz um celular sair da gaveta… 

Na pesquisa Resíduos Eletrônicos no Brasil 2025, 32% dos entrevistados disseram guardar pelo menos um aparelho em casa. Para 53%, o principal motivo é não saber como descartar. Levamos esses dados às redes com uma pergunta para as empresas: como ampliar o descarte correto desses produto depois de anos de uso?

♻️ … E o que volta para a indústria depois do descarte 

No Dia Internacional do Lixo Eletrônico, convidamos empresas e consumidores a olhar para o que acontece com os materiais depois que um produto é descartado. Metais e outros materiais recuperados podem voltar à indústria como matéria-prima, reduzindo a necessidade de extração.

Em 10 anos, com o apoio de parceiros e associadas, instalamos mais de 11 mil pontos de coleta em todos os estados e coletamos mais de 30 mil toneladas. Desse total, 12,5 mil toneladas foram coletadas só em 2025.

 

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Essa relação entre descarte, recuperação de materiais e produção industrial também foi tema de uma publicação sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Ao reduzir o desperdício e aproveitar recursos que já circulam na economia, a logística reversa contribui para formas mais responsáveis de produção e consumo.  

🤖 E quando chega a hora de substituir os servidores de IA? 

Card da Green Eletron com a pergunta “Como a expansão da IA impacta a logística reversa do lixo eletrônico?”. Ao lado de um rack de servidores, o texto informa que a construção de data centers pode triplicar o volume de lixo eletrônico nas próximas décadas. A estimativa citada é de até 617 milhões de toneladas acumuladas ao longo dos próximos 25 anos, segundo a Basel Action Network (BAN).
Imagem: Green Eletron.

 

Um celular pode passar anos esquecido em uma gaveta. Já em um data center, a substituição de equipamentos coloca o desafio do descarte em outra escala.

Nas redes, discutimos como o avanço da inteligência artificial exige planejamento para receber, tratar e recuperar os materiais dos servidores que saem de operação.

A mesma tecnologia que pode ajudar a tornar a logística reversa mais eficiente também depende de uma infraestrutura capaz de dar destino aos seus próprios equipamentos. 

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